Brasil apresenta case de reciclagem de latinhas

08/11/2021

O presidente-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), Cátilo Cândido, apresentou na COP26, em Glasgow, o case brasileiro com os principais números e resultados do setor de reciclagem de latas de alumínio para bebidas. No Pavilhão Brasil-Glasgow, Cândido destacou que o Brasil tem média histórica de reciclagem de 97% das latas, sendo um dos líderes mundiais, deixando para trás Estados Unidos, com 60%, e Europa, com média de 67%.

O Brasil recicla aproximadamente 400 mil toneladas de latas - ou 30 bilhões de unidades recicladas por ano –, o equivalente a 1/4 de todo alumínio comercializado no País, beneficiando cerca de 800 mil catadores, em um trabalho que envolve indústria, comércio, entidades representativas e o governo brasileiro. “Temos uma indústria em pleno crescimento, mas com o compromisso de manter o índice de reciclagem acima dos 95%. Além disso, o setor possui um desenho de logística reversa bem sucedido, que é exemplo de economia circular para o mundo”, pontuou.

A reciclagem de latinhas evitou a emissão de 19 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera desde 2005. O setor também apresenta uma redução de 70% na emissão de GEE, aproximando o Brasil dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), contribuindo diretamente para o combate as mudanças climáticas. Cátilo Cândido apresentou o case em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), no estúdio sediado na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, que vem sendo palco de debates durante a COP26 para representantes brasileiros em Glasgow e no próprio Brasil.

Mesmo com bons resultados para mostrar, a responsabilidade da latinha de alumínio brasileira foi além e firmou com o governo federal um Termo de Compromisso público, assinado com o Ministério do Meio Ambiente, no âmbito do Programa Lixão Zero, com o objetivo de dar continuidade e aperfeiçoar ainda mais este ciclo pelos próximos anos. Mais do que a meta de manter o índice de reciclagem sempre acima de 95%, o setor assume também o compromisso de compra de toda sucata disponível, e de criar programas de educação ambiental em diversas esferas da sociedade, capacitando gestores públicos e cooperativas de catadores. “O setor vem batendo recordes de crescimento no País e continuará com compromisso socioambiental em um verdadeiro ciclo harmônico e exemplo de economia circular para o mundo”, concluiu o presidente da Abralatas.