02/05/2019 PEAD

Uso em tubulações pode reduzir perdas

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) implantou um programa em parceria com o governo japonês, por meio da sua Agência de Cooperação Internacional (JICA – Japan International Cooperation Agency) para substituir tubulações antigas e já atacadas pela corrosão por tubos de PEAD, em alguns bairros da capital paulista. 
 
O PEAD é uma variação de polietileno que apresenta qualidades, como estanqueidade e resistência à corrosão, tem flexibilidade e é menos suscetível a danos causados por oscilações extremas, como vibração e choques. Além disso, o PEAD pode ajudar a combater as perdas hídricas e, desta forma, colaborar com o meio ambiente. 
 
O gerente do Departamento de Gestão do Programa Corporativo de Redução de Perdas de Água – TOR, da Sabesp, Alex Orellana, a tubulação em São Paulo será modernizada e renovada com os tubos de PEAD. “Com a implantação de novas tubulações, macro medidores, válvulas redutoras de pressão, sensores de vazão e pressão, e telemetria para a gestão dessas áreas e ações de renovação da infraestrutura”, esperamos reduzir os pontos vulneráveis na tubulação. Os tubos de PEAD são indicados em métodos não destrutivos, que são adotados majoritariamente nas obras do Programa de Redução de Perdas da Sabesp, e pelo entendimento de que as características construtivas das redes em PEAD (juntas soldadas e em menor quantidade, comparadas com tubos ponta e bolsa, assim como, peças e conexões soldadas) reduzem a probabilidade de futuros vazamentos. 
 
Para o diretor-presidente da Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE), Mauricio Mendonça de Oliveira, a substituição da tubulação existente por um de PEAD é a garantia de, pelo menos, 50 anos de eficiência e produtividade. “Atualmente, o polietileno representa 6% da fatia do segmento, porém, daqui uns cinco anos, deverá ser 12% e assim sucessivamente, até chegar em 25%, como acontece em países europeus e asiáticos, que utilizam o PEAD e são referências na diminuição dos índices de perdas no sistema de abastecimento de água tratada”, garante. A previsão para conclusão total das obras em todo o estado de São Paulo está prevista para o primeiro semestre de 2021.
 
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o índice de perdas na distribuição, a nível nacional, em 2017, foi de 38,3%. No estado de São Paulo, ainda segundo dados do SNIS em 2017, o Índice de perdas na distribuição foi de 35,3%. 

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