27/07/2019 SESAMM

Usina Fotovoltaica para operar ETE

A SESAMM – Serviços de Saneamento de Mogi Mirim é a primeira empresa brasileira de saneamento a investir na geração de energia solar para consumo operacional da sua Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Inaugurada dia 25 de julho, a UFV (Usina Fotovoltaica) é composta por 1.066 módulos, que somam uma potência de 402,375 kWp para o fornecimento de energia limpa. O investimento foi de R$ 1,7 milhão. 

A ETE da SESAMM trata atualmente 150 l/s de esgoto, consumindo anualmente 1,72 MW de energia elétrica. Conforme explicou Carlos Roberto Ferreira, diretor presidente da concessionária, o sistema fotovoltaico de captação de energia solar foi instalado nos telhados, no entorno da ETE e na cobertura do estacionamento, onde encontra-se disponível um ponto para recarga de veículos elétricos. No total, os módulos ocupam uma área de pouco mais de 2 mil m² e o sistema terá capacidade para gerar 606 MWh por ano – cerca de 30% da energia elétrica necessária para a operação da ETE. 

A SESAMM informa que a UFV cumpre todas as normas da Resolução Normativa 482/687 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e que “estabelece as condições gerais para o acesso da microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica”. O sistema, desenvolvido pela Dinamica Energia Solar, conta com inversores da ABB e foi construído de acordo com as normativas da Elektro, concessionária de energia elétrica da região. 

Controlada pela GS Inima Brasil, Sabesp e ECS Operações e Participações, a SESAMM foi criada em 2008 para operar os serviços de esgoto de Mogi Mirim. O sistema conta atualmente com rede de coletores e interceptores de esgoto, uma estação elevatória e ETE com capacidade para tratar 150 l/s – 65% de todo esgoto gerado pela população de Mogi Mirim. Durante a inauguração da UFV, Paulo Roberto de Oliveira, CEO do Grupo GS Inima Brasil, anunciou também a nova fase de investimentos na concessionária, que prevê a ampliação das instalações e da rede coletora, com a universalização dos serviços de esgotamento sanitário em Mogi Mirim num prazo de três anos.

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