19/09/2017 BIOMASSA

Subestação ajuda usinas a ampliar produção

O Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Energia e Mineração, inaugurou a subestação Morro Agudo no município de mesmo nome. O empreendimento faz parte do projeto “São Paulo na Rede Elétrica”, que beneficiará a exportação de energia elétrica das usinas sucroenergéticas a biomassa das regiões de Ribeirão Preto, Franca e Barretos.
 
A subestação recebeu investimentos de R$ 100 milhões na fase de construção pela CPFL Geração e outros R$ 100 milhões associados a reforços e melhorias nas linhas de distribuição e transmissão pela distribuidora, gerando 120 empregos diretos durante o pico das obras. “Com essa nova subestação as usinas de cana-de-açúcar da região terão a possibilidade de ampliar a produção de energia elétrica, utilizando parte do energético no seu consumo e vendendo o excedente para a rede. Isso significa uma nova receita para as usinas e a ampliação da geração de energia renovável na matriz energética paulista”, destaca João Carlos Meirelles, secretário da pasta. 
 
A Secretaria de Energia e Mineração mapeou as 201 usinas existentes no Estado e identificou a sua produção, consumo e exportação de energia excedente para a rede elétrica. Entre as 201 usinas, 33 delas já produzem energia estando localizadas a uma distância de 100 km do município de Morro Agudo. 
 
As 33 usinas produtoras têm potência instalada de 1.727 megavolt ampere (MVA), potência exportada de 765 megawatts (MW) e consumo próprio de 735 MW. Considerando o excedente de energia que essas 33 usinas conseguem produzir na região de Morro Agudo, existe a possibilidade de aumentar o fornecimento para a rede em 227 MW, o que significa o consumo anual de uma cidade como Ribeirão Preto, que possuiu 600 mil habitantes. As usinas estão localizadas em 20 municípios. A nova subestação atende não apenas as usinas, mas também as áreas industriais e residenciais da região, beneficiando cerca de 700 mil habitantes. 
 
A SE Morro Agudo pode ser operada à distância pelo Centro de Operação da CPFL Energia, em Campinas, graças a uma moderna tecnologia que possibilita sua operação totalmente automatizada. Em operação comercial desde julho de 2017, quase três meses antes do previsto em contrato, a CPFL Energia poderá explorar a concessão do ativo pelo prazo de 30 anos, até 26 de março de 2045. Como remuneração pela operação da subestação, o Grupo CPFL receberá uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 10,8 milhões, reajustada anualmente pelo IPCA.

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