31/07/2017 ABASTECIMENTO

Sabesp entra na reta final do Jaguari-Atibainha

A Companha de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) entrou na etapa final da obra de ligação das represas Jaguari e Atibainha, o que representa 80% do cronograma. O projeto ampliará a disponibilidade de água para os moradores da Grande São Paulo e do Vale do Paraíba. 
 
Foram escavados os três últimos metros de rocha que separavam duas frentes de trabalho em operação a 50 metros abaixo do nível do solo. A Sabesp concluiu um trecho de 3 km do túnel por onde a água passará entre uma represa e outra. O túnel inteiro tem 6,4 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Além desses 3 km concluídos, outra parte do túnel continua em processo de escavação. 
 
A escavação atual acontece no trecho noroeste do túnel, onde está localizada  a represa Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista. Já o trecho sudeste fica mais próximo da represa Jaguari, parte do Paraíba do Sul, entre os municípios de Igaratá e Santa Isabel. Este outro trecho, com dimensões aproximadamente idênticas ao primeiro, continua sendo escavado e necessita detonação de mais 550 metros de rocha para o encontro das outras duas seções restantes. “Este é mais um grande exemplo da excelência da Sabesp naquilo que faz, vencendo obstáculos aparentemente intransponíveis com muita tecnologia e inovação” disse o presidente da Sabesp, Jerson Kelman. 
 
O sistema aplicado nas escavações para interligação dos dois sistemas é um novo método austríaco de tunelamento, denominado (NATM, na sigla em inglês), que emprega sistemas de suporte com concreto  projetado associado a outros tipos de apoio como cambotas metálicas e fibras de polipropileno no concreto, entre outras, realizando uma escavação sequencial, de acordo com  a capacidade de cada tipo de maciço.  
 
Quando estiver concluída interligação terá vazão máxima de 8.500 litros por segundo da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12.200 litros por segundo no sentido contrário. A interligação entre os dois sistemas ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço e da captação no rio Itapanhaú são obras que irão garantir o abastecimento da Grande São Paulo e ajudar a prevenir qualquer tipo de percalço contra uma nova estiagem. 
 
O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento   Econômico  e  Social). As  obras são executadas pelo consórcio BPC, constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções.

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