28/07/2018 DESMATAMENTO

Quase três mil campos de futebol

Segundo dados do Boletim do Desmatamento do Tupi-Mondé, edições 1 e 2, que podem ser acessados em idesam.org/boletim-desmatamento-corredor-tupi-monde, o Corredor Tupi-Mondé, situado entre Rondônia e Mato Grosso, perdeu uma área equivalente a 2,7 mil campos de futebol no ano passado. 
 
As lideranças das etnias indígenas que moram na região reivindicam maior ação dos órgãos fiscalizadores para coibir o desmatamento ilegal. 
 
A extração de madeira, o garimpo e a pecuária são os carros-chefes da degradação do corredor ecológico e cultural. “O roteiro de destruição já é bem conhecido: envolve pessoas externas às TIs, mas também indígenas, parte deles cooptada como mão de obra barata. A esperança é que há lideranças locais investindo em projetos de maior sustentabilidade”, diz Pedro Soares, gerente do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). 
 
O Idesam é uma das entidades participantes do monitoramento do Tupi-Mondé, com auxílio do aplicativo Global Forest Watch (GFW), que conjuga imagens de satélites, dados abertos e informações locais. “O desafio de conservação das TIs do Tupi-Mondé é enorme, devido à expansão da pecuária e à retirada de madeira. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido para promover um desenvolvimento sustentável nesses territórios”, afirma Josias Gavião, líder do Povo Indígena Gavião.

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