05/08/2016 BIOGÁS

Projeto no Paraná completa sete anos

Uma parceria entre a Itaipu, Prefeitura de Marechal Cândido Rondon (PR) e o Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás (CIbiogás) começa a colher os frutos após sete anos da implantação do Condomínio de Agroenergia Ajuricaba no município paranaense. O projeto já transformou 124 mil m³ de dejetos de suínos e bovinos, o equivalente a 124 mil caixas d'água de mil litros, em energia limpa e renovável.

Os biodigestores reduzem em 90% a emissão de dióxido de carbono (CO2). Desde 2014 o condomínio opera em Geração Distribuída (GD) e está conectado à rede da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A utilização de biogás nos fogões da propriedade gerou economia de aproximadamente 1,5 mil botijões de gás de petróleo liquefeito (GLP).

Após a implantação do projeto, em 2009, a biomassa residual produzida nas propriedades passou a ser tratada por meio de biodigestores de lagoa coberta ou rígido, onde se produz biofertilizante e biogás, que é usado na geração de energia elétrica e térmica. “O projeto melhorou muito as nossas condições. Não precisamos mais comprar gás”, afirma o produtor rural, David Dilkin. “Também aumentou em mais de 100% a produção de milho e o pasto. Quando nós começamos, tínhamos 10 ou 12 cabeças de gado e agora temos 30”. Além de melhorar diretamente a renda dos agricultores, o projeto beneficiou 111 propriedades rurais na microbacia, ao garantir um ambiente mais limpo, com maior qualidade de ar e da água pelo saneamento ambiental.

Atualmente, o Condomínio Ajuricaba passa por uma readequação, com a substituição de equipamentos que foi definida após uma série de análises. Entre as principais novidades está a modernização da Microcentral Termoelétrica (MCT), que preparará o Ajuricaba para atender às novas demandas energéticas. O sistema de refino do biogás passará por modernização e ampliação da capacidade dos atuais 40 m³/hora de biogás atuais para 100 m³/hora. As novidades incluem ainda a implantação de novos gasômetros nas propriedades e na MCT, para garantir o aumento da capacidade de armazenamento do gás. As mudanças estão sendo feitas de forma gradativa e devem ficar prontas no final deste ano, com o objetivo de transformar o Ajuricaba em um negócio sustentável.