21/03/2017 FAUNA

Peixe é símbolo de despoluição do Jundiaí

O Aquário de São Paulo inaugurou, em 19 de março, uma exposição com o Jundiá, espécie de peixe típico do rio Jundiaí para comemorar a sua despoluição. O Jundiá, por exemplo, ficou sumido aproximadamente 30 anos e voltou às águas em 2013. A exposição terá um período de seis meses no hall de entrada do Aquário de São Paulo, no Ipiranga, zona sul da capital, antes da bilheteria, com acesso gratuito aos visitantes.

A iniciativa faz parte das celebrações do Dia Mundial da Água (22 de março). O jundiá é um bagre, cuja tradução do tupi-guarani significa “cabeça com espinho”. Desde o início dos anos 80 e com o avanço da poluição, o rio Jundiaí deixou de ser o habitat natural da espécie. Em 1983 foi lançada a primeira proposta de ação de despoluição do rio, com ações de combate ao esgoto industrial e doméstico, entre outras. Com uma série de investimentos por parte da Sabesp – que incluem estações de tratamento de esgoto – o Jundiá foi visto novamente há quatro anos no rio.

O Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo aprovou o reenquadramento do rio de classe 4 para classe 3 no seu trecho compreendido entre a foz do ribeirão São José, em Itupeva, e a do córrego Barnabé, em  Indaiatuba. Com essa classificação, a Sabesp construiu uma nova estrutura de captação e começa neste mês a bombear água dele para atender os 117 mil moradores de Várzea Paulista. Agora, a sociedade, Cetesb, Sabesp e o Comitê de Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí esperam conseguir que o rio seja elevado à classe 3 em toda a sua extensão, devolvendo a vida ao rio por completo.

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