02/09/2019 ÁGUA POTÁVEL

OMS exige investimentos urgentes

Durante a Semana Mundial da Água, realizada de 25 a 30 de agosto, em Estocolmo, Suécia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a ONU-Água exigiram investimentos urgentes em fortes sistemas de água potável e saneamento. Segundo relatório divulgado pelas duas organizações, atualmente há sistemas governamentais fracos e escassez de recursos monetários e humanos, que comprometem a prestação de serviços de água e saneamento nos países mais pobres do mundo, minando os esforços para garantir saúde para todos. “Muitas pessoas não têm acesso à água potável, banheiros e lavatórios confiáveis e seguros, colocando-as em risco de infecções mortais e ameaçando o progresso da saúde pública”, diz o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. 
 
A Avaliação e Análise Global da ONU-Água para Saneamento e Água Potável 2019 (conhecida como relatório GLAAS) pesquisou 115 países e territórios, representando 4,5 bilhões de pessoas. O levantamento mostrou que grande parte dos países tem implementado políticas e planos de água, saneamento e higiene limitados por recursos humanos e financeiros inadequados. Dezenove países e um território relataram uma lacuna de financiamento de mais de 60% entre as necessidades identificadas e o financiamento disponível. Menos de 15% dos países têm os recursos financeiros ou humanos necessários para implementar seus planos. "Se queremos criar uma sociedade mais saudável, mais justa e estável, o fortalecimento dos sistemas para alcançar aqueles que vivem atualmente sem serviços de água, saneamento e higiene seguros e acessíveis deve ser uma prioridade", diz Gilbert F Houngbo, presidente da ONU Água e Presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola. 
 
O relatório também descobriu que os países começaram a tomar medidas positivas para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 em água e saneamento. "Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos inspiraram a adotar ações concretas em nível nacional para aumentar o acesso ao saneamento", diz David Molefha, engenheiro-chefe de água do Ministério de Serviços de Água e Saneamento do Ministério de Gerenciamento de Terras de Botsuana. “Desenvolvemos um roteiro de saneamento e estamos trabalhando para eliminar a defecação a céu aberto. Com essas ações, estamos trabalhando para melhorar a vida das pessoas”. 
 
Cerca de metade dos países pesquisados já estabeleceu metas de água potável que visam a cobertura universal em níveis superiores aos serviços básicos até 2030, por exemplo, abordando a qualidade da água e aumentando o acesso à água nas instalações. Além disso, a eliminação especificamente da defecação a céu aberto terá um impacto dramático na saúde pública e ambiental.