25/05/2018 EFEITO ESTUFA

Fapesp ajuda Shell a reduzir GEEs

O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), com sede na Escola Politécnica da USP, irá desenvolver, em parceria com centros de pesquisa na Holanda, Reino Unido, Áustria e Catar, soluções que ajudem a Shell a reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.

A fundação recebeu um montante de investimentos da Shell que serão aplicados em 16 novos projetos de pesquisa para mitigação do CO2. A Fapesp já desenvolve 29 projetos atualmente.“A parceria entre a Fapesp e a BG Brasil foi celebrada em 2013. Na época, os esforços em inovação eram direcionados para tecnologias que envolvessem o gás natural. Com a compra da BG pela Shell, o foco de P&D expandiu para atender às estratégias globais da companhia, além das demandas mundiais de haver um esforço de atacar a causa principal das mudanças climáticas: emissões de GEEs”, explica o diretor científico do Centro, Júlio Meneghini.

Os 29 projetos de pesquisa pré-existentes estão, de diferentes formas, sintonizados com os novos objetivos do centro. “O que haverá é uma maior sinergia entre os projetos, O RCGI conta hoje com 200 pesquisadores, número que deverá chegar a 350 até o final de 2018. Seus 45 projetos de pesquisa estão divididos em quatro grandes programas de pesquisa: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2,sendo que este último abriga os 16 novos projetos.

De acordo com o coordenador técnico-científico da Shell no RCGI, Alexandre Breda, o mundo emite atualmente cerca de 35 Gton por ano de CO2 equivalente. “Segundo alguns pesquisadores, para cumprir os compromissos estipulados na COP 21, em Paris, em 2015, nosso budget máximo de emissões mundiais, desde a Revolução Industrial, deveria ser de 1 trilhão de toneladas de CO2. Mas nós já emitimos até hoje 620 bilhões de toneladas. Mantendo-se o ritmo atual, atingiremos essa meta em meados de 2036”, diz, citando informações do site http://trillionthtonne.org/, que estima as emissões mundiais em tempo real. “A ambição da Shell é reduzir em 20% sua intensidade de emissão de CO2 global até 2035, e até 2050 uma nova redução até o alinhamento com a média mundial”.

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