04/04/2017 RESÍDUOS SÓLIDOS

Encontro debate questão na Baixada Santista

A 1ª Oficina Regional do projeto de elaboração do Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Baixada Santista (PRGIRS/BS) aconteceu no mês de março no auditório do Sesc-Santos. O evento teve a participação de diversos membros de órgãos públicos, atores envolvidos na cadeia de resíduos sólidos (incluindo cooperativa de catadores, empresas de coleta e de reciclagem e organizações não-governamentais) e representantes da sociedade civil. No encontro foram apresentadas e explicadas à população as bases e etapas do trabalho, além de ouvidas propostas e opiniões dos diversos membros envolvidos na questão dos resíduos no litoral, visando à tomada de decisões de maneira participativa e inclusiva. 
 
A primeira parte do evento contou com apresentações de Nestor Kenji Yoshikawa e Claudia Echevenguá Teixeira, ambos do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT, e também com a exibição de um vídeo elaborado pela equipe do laboratório para divulgação didática do projeto. Após as apresentações, aproximadamente 100 participantes foram divididos em seis grupos multidisciplinares, onde cada grupo teve que refletir sobre um aspecto da questão dos resíduos na Baixada: técnico, financeiro-econômico, ambiental, político-legal, institucional-organizacional e sociocultural. 
 
Os representantes de cada grupo apresentaram as dificuldades, dilemas e soluções debatidas, com tempo para esclarecimento das dúvidas dos demais presentes. Em seguida, Claudia detalhou as etapas e a estruturação do projeto, seguida por Marcos Augusto Ferreira, assessor de imprensa da Agência Metropolitana da Baixada Santista, que apresentou ao público o hotsite (http://www.agem.sp.gov.br/planoderesiduossolidos) criado para a divulgação dos relatórios, resultados parciais e novidades do projeto à população.
 
A pesquisadora do IPT também ressaltou que o projeto tem como base o incentivo à reciclagem, a inclusão social e a articulação entre as esferas do poder público e do setor empresarial, aspectos previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010. “Precisamos ter consciência de que é preciso haver a inclusão de tecnologias e investimentos, inclusive privados. Sem a indústria de consumação, não há como os resíduos retornarem à cadeia como fonte de matéria-prima ou energia”, avaliou. 

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