21/01/2019 ENERGIA SOLAR

Consórcio é alternativa para investimentos

De acordo com o relatório “Tendências globais no investimento em energias renováveis 2018”, publicado pela ONU Meio Ambiente no início deste ano, o mundo instalou um recorde de 98 GW em 2017 de capacidade solar e investiu aproximadamente US$ 160,8 bilhões neste tipo de energia, 18% superior ao ano anterior e mais do que qualquer outra tecnologia. “Quando ampliamos a geração de energia para consumo advinda de fonte solar, deixamos de impactar diretamente sobre o meio ambiente, evitando a construção de grandes hidrelétricas que provocam perda de biodiversidade, com supressão de vegetação e barragem de rios, e evitamos a liberação de gases de efeito estufa. Os benefícios são imensos”, explica o doutor em Ecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, pós-doutor pela University of Wisconsin (EUA) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Fabiano Melo. 
 
Os painéis solares no Brasil ainda são caros para os consumidores que buscam uma fonte limpa de energia e uma economia em sua conta de luz. Entretanto, o investimento compensa, sobretudo quando observado o potencial de valorização do imóvel com placas solares, que varia de 3% a 6%, segundo pesquisas do Departamento de Energia dos Estados Unidos, e a redução da conta de luz, que pode ultrapassar facilmente os 60%. “A compra e instalação de um sistema fotovoltaico para uma residência custa a partir de R$ 20 mil, podendo chegar a R$ 120 mil em uma casa de alto padrão. Por outro lado, a pessoa recupera rapidamente esse investimento, tendo em vista a redução significativa no valor da conta de luz”, avalia André Marini, diretor comercial da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário.
 
Uma alternativa para investir em uma casa equipada com painéis fotovoltaicos é o consórcio, que funciona como uma espécie de poupança programada, sem a cobrança de entrada e juros. “É um sistema de autofinanciamento, no qual as pessoas vão pagando parcelas para formar um fundo. Quanto mais o grupo arrecada, melhor para os participantes”, explica Marini.
 
Os créditos para consórcio variam de R$ 85 mil reais a R$ 2 milhões, com parcelas a partir de R$ 360. O crédito é atualizado anualmente com base no INCC (Índice Nacional de Custo de Construção). A compra do sistema fotovoltaico, por meio do consórcio pode ser feita se o consorciado optar pelo processo de reforma. O consórcio pode ser feito por pessoas físicas e jurídicas, com contemplações mensais através de sorteio e lances. O consumidor pode contar com consultoria para saber qual sistema fotovoltaico adotar, de acordo com o valor gasto em energia. “O cliente entrega a conta de luz e a empresa que faz a parceria com o licenciado Ademilar já desenvolve o projeto ideal para cada cliente”, finaliza Marini.

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