19/03/2018 FAUNA

Américas debatem proteção a grandes felinos

No início de março aconteceu o Fórum de Alto Nível Jaguar 2030, na sede a Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), dentro das comemorações do Dia Mundial da Vida Selvagem. O Brasil se uniu a países das Américas Central e do Norte para proteger o jaguar, que se encontra na lista de felinos ameaçados de extinção nas Américas. O jaguar, conhecido no Brasil como onça pintada, habita desde a Argentina até o sul dos Estados Unidos. 
 
Organizado pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (Pnud), Instituto Panthera, Conservação Internacional (CI), Sociedade de Conservação da Vida Selvagem e outros parceiros, o Fórum reuniu, além do Brasil, representantes dos países americanos que registram a presença da onça-pintada, como Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana, Nicarágua, Guatemala, Honduras, Belize, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Suriname e Peru. Os participantes debateram desafios e oportunidades regionais para conservação de paisagens de jaguares de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
 
Para tentar combater a extinção de animais ameaçados, o governo brasileiro desenvolveu o Plano de Ação Nacional de Conservação da Onça Pintada, executado pelo ICMBio. Hoje em dia o Brasil possui sistema de unidades de conservação com cerca de 330 áreas protegidas federais, que contribuem para a conservação das espécies da fauna, principalmente na região amazônica. 
 
O chefe do Cenap disse que o governo brasileiro reconhece a importância dos corredores para a sobrevivência das espécies em longo prazo. Além disso, procura estabelecer parcerias com os países vizinhos, a fim de melhorar a gestão e conservação das espécies, especialmente no corredor trinacional de Iguaçu/ecorregião do Alto Paraná da Mata Atlântica (Brasil, Argentina e Paraguai).