05/07/2019 BIODEGRADÁVEIS

Alunos produzem canudos comestíveis

Três alunos da Etec Amim Jundi, em Oswaldo Cruz (SP), produziram um polissacarídeo (substância semelhante ao açúcar) a partir de bagaços e cascas descartados da indústria alimentícia. Alex Vidotto, Aline Molena e Ariane Guerra dissolveram a substância em suco de frutas e manipulada em laboratório, conseguindo mais cor, sabor e consistência pastosa, o que permite a moldagem em formato cilíndrico. Os alunos tiveram orientação da professora da disciplina de planejamento e desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Etec, Edelma Jacob. 
De acordo com a orientadora, mesmo que o material seja descartado inadequadamente, ele se dissolve rapidamente e reduz os prejuízos ambientais. “Mesmo que a pessoa não coma o canudo depois de terminar a bebida, ele se decompõe facilmente, o que não ocorre com o similar feito de plástico”, explica a professora. “Apesar de já existirem canudos biodegradáveis no mercado, durante a fase de pesquisa não encontramos nenhum comestível como o nosso”, diz Alex.
 
Os alunos pretendem continuar a pesquisa após o término do curso técnico de Química neste 1º semestre. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até aqui, considerando o tempo que tivemos para o desenvolvimento. Pretendemos aprimorar para tentar lançar o produto no mercado”, projeta Alex. O material produzido é rico em fibras e garante as propriedades nutricionais das frutas. 
 
Outro trabalho desenvolvido por alunos do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio da Etec Trajano Camargo ocorre em Limeira (SP). Bianca Zampieri, Gabriela Henriques e Milena Ribeiro começaram um estudo no 2º semestre de 2018 também visando o TCC que defenderão no final deste ano. 
 
Por meio do Estudo e aplicação de bioplástico em canudos substituindo polímeros sintéticos, o projeto visa produzir canudos biodegradáveis a partir de diferentes resíduos da indústria alimentícia, como soro de leite e casca de batatas. A ideia do projeto foi sugestão da orientadora Gislaine Delbianco, coordenadora do curso. “Uma alternativa que vem sendo bastante procurada são os canudos de metal. No entanto, analisamos que existem riscos de contaminação por limpeza ineficiente”, completa Gabriela. Futuramente, elas pensam em estender a pesquisa para a produção de pratos e talheres biodegradáveis.

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