22/02/2018 SUSTENTABILIDADE

Agreste Saneamento produz tijolos ecológicos

Concessionária do Grupo Iguá, a Agreste Saneamento desenvolve projeto em Alagoas que aproveita os resíduos gerados pelo tratamento de água para a fabricação de tijolos ecológicos. O descarte de 1.196 m³ de lodo já possibilitou a produção de 1,79 milhão de tijolos que são aplicados na construção civil. O sistema de reaproveitamento está em funcionamento desde 2014 e reflete o compromisso da companhia com a sustentabilidade do negócio e a preservação do meio ambiente.
 
O reaproveitamento do lodo é uma alternativa para reduzir os custos operacionais com o descarte do material em aterro sanitário e também os impactos ambientais, como destaca o diretor presidente do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Gustavo Lopes. “Com essa solução, o ciclo dos resíduos gerados durante o tratamento da água em Arapiraca fica fechado, sem gerar impactos ambientais”. 
 
Para o diretor da Agreste saneamento, Guilherme Dias, dar um destino final correto ao lodo é um dos grandes desafios enfrentados pelas concessionárias. “As vantagens na incorporação do lodo de ETA para fabricação dos tijolos são inúmeras, entre elas o aumento na vida útil das jazidas de argila e a redução de áreas desmatadas para exploração de jazidas, economia de consumo de água para produção de tijolos e a qualificação e o licenciamento ambiental de cerâmicas para o adequado recebimento e manejo desse material, fomentando a economia da região. Também estamos nos adequando à Política Nacional de Resíduos Sólidos”, explica. 
 
A técnica de reaproveitamento do lodo consiste em aproveitar o material resultante da floculação, no qual ocorre a aglutinação das impurezas durante o tratamento da água. Após a decantação, as partículas aglutinadas vão para o fundo dos tanques por gravidade e a água separa-se do lodo. Posteriormente, o lodo é armazenado em bolsas para que ocorra a desidratação. Foram realizados diversos testes em laboratório que comprovaram a qualidade e a aplicabilidade da submatéria-prima para a produção do tijolo cerâmico. O procedimento foi acompanhado pela equipe do setor de Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Agreste Saneamento, pela Phyto Consultoria em Engenharia e Meio Ambiente e pelo IMA.

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