Adoção de gás natural em refinaria

10/06/2021

A Hydro anunciou investimento de R$ 1,1 bilhão para a substituição de óleo combustível da sua refinaria Alunorte no Pará. Trata-se de um projeto-chave para a estratégia climática da Hydro e o compromisso global da companhia de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 30% até 2030. A substituição de óleo combustível pesado por gás natural irá reduzir as emissões em 600 mil toneladas. O projeto também está em linha com o compromisso da companhia com o Governo do Pará de apoiar o uso desta energia na região, incluindo o acesso a outros consumidores regionais. "Nosso desempenho é baseado em uma sólida estratégia de sustentabilidade. Com base em nossa crença de que a sustentabilidade pode gerar lucratividade, estamos investindo em tecnologias avançadas e aproveitando iniciativas sustentáveis para tornar nossas operações uma referência em segurança, inovação, proteção ambiental e responsabilidade social", afirma Domingos Campos, Diretor de Sustentabilidade da Hydro.

Desde dezembro de 2020, após um ano e meio de testes, a Hydro utiliza a metodologia "Tailings Dry Backfill", em Paragominas, onde fica localizada a mina da empresa. A metodologia permite que os rejeitos inertes da mineração de bauxita sejam devolvidos às áreas já abertas e mineradas. O rejeito da mineração da bauxita é química e fisicamente similar ao que foi retirado durante o processo de lavra, então é devolvido para a natureza sem nenhum impacto ao meio ambiente. Após a secagem em depósito temporário por 60 dias, os rejeitos de bauxita são devolvidos às áreas mineradas, antes da área ser reabilitada e reflorestada.

A utilização das melhores práticas ambientais faz parte dos compromissos da Mineração Paragominas, que investe na reabilitação de áreas de mineração para devolver à sociedade um ambiente semelhante ao existente antes do início de suas atividades. Desde 2009, quando começou o programa de reflorestamento, a Mineração Paragominas já contabiliza uma área de 2.300 hectares no processo de recuperação. Em média, 200 mil mudas de espécies nativas são produzidas por ano no viveiro da empresa.

A meta da empresa é recuperar na proporção de 1:1, ou seja, a cada 1 hectare disponibilizado no ano (área lavrada, menos a área utilizada para infraestrutura) será recuperado 1 hectare em até dois anos após a disponibilização. O trabalho de recuperação das áreas mineradas da empresa está em constante aperfeiçoamento e conta com o suporte de projetos de pesquisas, visando à melhoria contínua das técnicas aplicadas, que são realizados pelo Consórcio de Pesquisa de Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC). O consórcio reúne pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Rural da Amazônia (UFRA), do Museu Paraense Emilio Goeldi, da Universidade de Oslo (UiO), profissionais da Hydro no Brasil e Noruega.

A Hydro também atua em parcerias com universidades de renome como Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade de São Paulo (USP) para pesquisa sobre o uso do resíduo e rejeitos da bauxita para a produção de outros componentes sustentáveis, como cimento e agregado sintético. O investimento em pesquisas com esse viés faz parte da estratégia de sustentabilidade da Hydro.