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Saneamento Ambiental OnLine - 692 - 26/3/2015
VALORAÇÃO HÍDRICA

Especialistas debatem alternativas em São Paulo

Saindo do jargão “crise hídrica” e utilizando o tema “Valoração Hídrica”, a revista Saneamento Ambiental reuniu em São Paulo, no dia 19 de março, especialistas do setor para discutir formas de valorizar esse importante insumo e combater o desperdício. A pauta abrangeu os temas: Crise Hídrica e Governança, Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos, Tecnologias e Inovações para a Valoração Hídrica e Adaptação Hídrica e suas potenciais soluções. Eugenio Singer, Engenheiro Civil de recursos hídricos e Conselheiro da revista Saneamento Ambiental, também diretor da CPEA, foi quem conduziu os debates ao lado do editor da publicação, Francisco Alves. Abrindo os trabalhos, Alceu Bittencourt, presidente da Seção São Paulo da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), também diretor da Cobrape, lembrou o momento extremo de escassez de água vivido em São Paulo, que mostrou índices de pluviometria especialmente abaixo de todas as mínimas históricas e no último ano provocou fortes alterações na operação dos sistemas integrados operados pela Sabesp e também nos sistemas municipais de abastecimento de água. De acordo com Bittencourt, o controle de vazões feito pela Sabesp foi desenvolvido ao longo da crise, “mostrando ser possível operar com eficiência uma redução de pressões, na prática uma espécie de micro rodízio diário que restringe o abastecimento em determinados períodos do dia, reduzindo efetivamente a perda noturna”. A ação foi complementada por soluções emergenciais que incluíram a busca por novas fontes de água bruta aliada à expansão da capacidade de tratamento e ao bônus oferecido pela redução do consumo, tática que vem comprometendo a saúde financeira da concessionária estadual. Em fevereiro, 71% das contas de usuários da Sabesp receberam bônus de desconto e outros 10% reduziram sua faixa de consumo – uma mudança de padrão importante, na opinião de Bittencourt. O fato é que a produção de água hoje está mais cara para atender à mesma demanda e, para se manter, as operadoras precisam considerar esse novo cenário, focando ações de redução de perdas, reuso de água, além de maior capacidade de reservação. O presidente da ABES Seção-SP defendeu ainda a urgente revisão da estrutura tarifária, também como forma de desestimular o consumo e manter o equilíbrio econômico dos operadores de serviços. Ao final de quatro horas de debates, os participantes concluíram pela necessidade de estruturar e implementar a governança, que o planejamento estratégico precisa de novos paradigmas e que a crise hídrica carece de ações adequadas de comunicação. O debate contou ainda com a presença de Hugo Rosa, da Método Engenharia; Lineu Alonso, da Arcadis; Alex Fortin, da CH2MHill; Sérgio Werneck, presidente da Nova Opersan e anfitrião do encontro; Isadora Nagaoka, da Köch Membranes; Everton de Oliveira, da Hidroplan, da ABAS (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas) e conselheiro da revista Saneamento Ambiental; Olívia Alonso, da Empiricus; Maria Luiza Granziera, da Granziera Consultoria em Direito Ambiental; Aldérico Marchi, da Enfil; Sérgio Pompéia, da CPEA; Sergio de Oliveira, diretor comercial da revista Saneamento Ambiental; e demais especialistas convidados. A cobertura completa da mesa-redonda será matéria da edição nº 178 da revista Saneamento Ambiental.


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